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“Grammy 2027”: BTS se revolta com nova categoria e anuncia boicote ao prêmio
Publicado em 29/07/2026 13:58
Música

Em uma decisão histórica nesta quarta-feira (29/7), os sete integrantes do BTS usaram seus perfis no Instagram para anunciar um boicote oficial ao “Grammy Awards de 2027”. O grupo sul-coreano confirmou que não vai submeter seus novos lançamentos à avaliação da premiação, gerando uma verdadeira reviravolta nos bastidores da indústria fonográfica.

O motivo da recusa atinge o coração das novas diretrizes da premiação: a recente criação da categoria “Melhor Performance de Música Pop Asiática” (Best Asian Pop Music Performance). Para o septeto e boa parte da crítica especializada, a novidade soa como uma manobra para segregar artistas orientais.

Com isso, acabam criando um gueto musical e diminuindo as chances reais desses talentos disputarem os troféus das categorias principais do evento. Mantendo uma postura firme, a banda divulgou um texto agradecendo o apoio incansável dos fãs (o ARMY) e deixando claro seu posicionamento contra barreiras regionais na arte:

“Decidimos não inscrever nossa música no Grammy este ano. Esperamos que a música possa ser ouvida e amada como música em si, em vez de ser dividida por região ou idioma”, pontuou o BTS.

Entenda a polêmica da nova categoria

A Recording Academy introduziu a mudança visando a 69ª edição da festa, que acontecerá em 7 de fevereiro de 2027. O objetivo do novo prêmio, em teoria, seria abraçar gravações de vertentes gigantescas como K-pop, C-pop e J-pop. Pelo regulamento aprovado, as músicas elegíveis precisam obrigatoriamente ter uso significativo de idiomas orientais e representar a estética desse mercado.

Isso significa que se um grupo asiático lançar um hit 100% em inglês, a faixa fica de fora dessa disputa específica, indo direto para a concorrência geral. Apesar da reação negativa de artistas e fãs que temem o isolacionismo musical, a organização do prêmio tenta defender a decisão como um ato de prestígio.

O CEO da Recording Academy, Harvey Mason Jr., manifestou-se justificando a manobra estratégica: “A música pop asiática é uma das forças mais importantes e consistentes da indústria global. Seu impacto está consolidado e continua crescendo, moldando a cultura musical ao redor do mundo”, alegou o executivo.

(Imagem/Reprodução: Portal Léo Dias)

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