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Funcionário do IML é preso após usar celular de morto para fazer Pix de R$ 7 mil
Publicado em 10/06/2026 17:39
Nacional

Um atendente de necrotério foi preso suspeito de usar o celular de um homem morto para fazer uma transferência via Pix no valor de R$ 7 mil para a própria conta bancária em Santos, no litoral de São Paulo. Daniel Nathan Ribeiro Andrade, de 36 anos, é investigado pela Corregedoria da Polícia Civil.

A vítima morreu após sofrer um acidente enquanto conduzia uma motocicleta na Avenida Mário Covas, na madrugada do dia 15 de maio. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), o homem perdeu o controle da direção e bateu contra um poste de iluminação.

A esposa da vítima foi encerrar a conta bancária do marido no dia 24 de maio, quando viu uma transferência em um horário em que ele já estava morto. A mulher pesquisou o nome de quem recebeu a quantia e descobriu que Daniel era um funcionário do Instituto Médico Legal (IML) de Santos.

A viúva registrou um boletim de ocorrência (BO) no 3° Distrito Policial (DP) da cidade, afirmando que o corpo do motociclista foi levado ao IML por volta das 3h26 do dia do acidente.

Celular quebrado

Conforme relatado pela viúva no BO, a família conseguiu informações sobre o motociclista no IML, por volta das 9h. O reconhecimento do corpo só aconteceu às 11h, quando o celular do homem foi entregue danificado e aparentando estar quebrado.

A viúva também sugeriu uma possível manipulação, pois acessou o celular e constatou que não havia mais registros de mensagens e mídias no aplicativo WhatsApp. Segundo a mulher, a última visualização aconteceu às 8h22 do dia da morte, "o que levantou dúvidas quanto à posse do aparelho".

Prisão

A SSP-SP informou que a Corregedoria da Polícia Civil cumpriu o mandado de prisão preventiva contra o atendente de necrotério na segunda-feira (8).

Ainda de acordo com a secretaria, o caso foi registrado no 3º DP e encaminhado à Corregedoria, que apura a denúncia de crimes de peculato, furto, fraude eletrônica e destruição de vestígios probatórios.

"A Superintendência Polícia Técnico-Científica (SPTC) acompanha o caso, reforça que não compactua com desvios de conduta e adota as medidas administrativas e disciplinares cabíveis sempre que irregularidades são identificadas", finalizou a pasta.

(Imagem/Reprodução: Raimundo Rosa/Prefeitura de Santos | g1)

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